Mobilidade X alongamento: diferenças e benefícios

Já sentiu necessidade de aumentar a amplitude dos seus movimentos durante um treino? Nessa hora, é comum que a opção mais óbvia seja fazer um alongamento antes de começar a treinar, mas será que essa é a melhor escolha a ser feita? Quando o assunto é aumentar a amplitude, a melhor opção são os recém-viralizados treinos de mobilidade. Conheça a seguir as principais diferenças e benefícios de cada modalidade.

O que você precisa saber sobre alongamento?

Para entender melhor sobre o assunto, Eduardo Netto, diretor técnico da Bodytech Company, explica que os exercícios de alongamento oferecem uma série de benefícios, como ganhos na flexibilidade, alívio muscular e melhorias de postura. De forma resumida, a prática visa aumentar a flexibilidade muscular e a extensibilidade dos tecidos conectivos, como músculos, tendões e ligamentos. Sobre o momento ideal para praticá-los, Netto afirma que isso pode variar de acordo com o objetivo e o tipo de exercício realizado. 

“Os alongamentos podem ser feitos durante a sessão de treino, desde que seja de uma forma suave, sem objetivo de ganhar amplitude. Acredito que o ideal seja realizar após o treino quando objetivo for relaxar e recuperar.” explica. Ainda de acordo com o professor, alongar vigorosamente os músculos pode potencializar micro-traumas, princípio que contribui na reconstrução muscular e no ganho de massa, neste caso, não contribuindo para melhora da flexibilidade.

O que você precisa saber sobre mobilidade?

A mobilidade é a capacidade que o corpo tem de se mover livremente e de forma controlada em todas as articulações, explorando a sua amplitude de movimento funcional, estando relacionada à qualidade dos movimentos que realizamos no dia a dia e também durante a prática de atividades físicas. Segundo Eduardo Netto, quando você olha para todas as ações musculares e articulares que o corpo é capaz de fazer, existem inúmeros padrões de movimento que podem ser criados. Para permitir que o corpo tenha uma quantidade tão vasta de possibilidades de movimento, as 10 articulações principais (listadas abaixo) precisam atuar de maneira harmônica. 

Infelizmente, pode ocorrer alteração nesse padrão, criando disfunções de movimento. As causas mais comuns dessas disfunções  incluem sobrecarga, desequilíbrios musculares ou desalinhamentos ósseos. Quando problemas como esses ocorrem, a função normal da articulação é afetada. Se a disfunção for grave o suficiente, a articulação começará a perder a capacidade de manter sua estabilidade primária ou função de mobilidade.

A perda da função da articulação parece afetar a articulação local e as articulações acima. Se os quadris não conseguem se mover, a coluna lombar vai. O problema é que os quadris são designados para a mobilidade e a coluna lombar para a estabilidade. Quando uma articulação que era para ser móvel se torna imóvel, a articulação estável se torna forçada a se movimentar, devido a compensação, se tornando menos estável e, subsequentemente, dolorosa. (BOYLE, 2015).

Sendo assim, o professor reforça que a razão pela qual todos deveriam praticar exercícios de mobilidade é a sua relação com um estilo de vida mais saudável. Isso porque o benefício principal desse tipo de treino é diminuir as queixas de desconforto e de dores, garantindo mais flexibilidade, mobilidade e sensação de bem-estar, além de combater o estresse e a ansiedade. Além de tudo isso, o exercício em geral, e aqui inclui-se a mobilidade, é um excelente aliado para evitar os vícios posturais e estimular a concentração e o foco.

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